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Na colina ocidental da Serra de Montejunto, a quatro quilómetros da sede de freguesia, localiza-se a povoação do Pereiro, actualmente com cerca de 130 habitantes. Em 1527, o então Casal do Pereiro possuía apenas três fogos, advindo-lhe esse nome de uma árvore de fruto que existia perto da casa dos primeiros habitantes.
A capela, construída em 1611, tem como padroeiro S. Miguel, existindo uma grande devoção religiosa que culmina com uma procissão em honra do mesmo. A comissão da referida capela constrói e decora todos os anos uma luminosa árvore de Natal.
No largo principal do Pereiro existe uma “Memória” em homenagem ao primeiro automobilista que ali chegou, o Senhor João Henriques dos Santos. Actualmente, o Pereiro é servido por uma estrada alcatroada mas, em 1922, esta povoação era acessível tão somente por pedregosos e íngremes caminhos que apresentavam sérias dificuldades aos carros de bois que passavam para outras aldeias. Num dia de Inverno (chovia muito), a 3 de Dezembro de 1922, o senhor João Henriques foi dar um passeio para os lados do Cadaval, ao volante do seu carro com matrícula “05-67”. Ao passar pelo Vilar teve conhecimento de que havia uma festa no Pereiro; sendo grande amigo de festas e romarias, logo disse para os seus botões que iria lá…com o seu automóvel! E foi! A população que nunca tinha visto um automóvel por aquelas bandas, assistia com pasmo à arriscada aventura, por entre pedras, sulcos e todos os obstáculos próprios de um “caminho de cabras”. Mestre na arte de conduzir, cometeu a proeza automobilística que até agora permanece marcada. A 21 de Agosto de 1949, uma comissão formada por várias pessoas da povoação procedeu à inauguração de um padrão com a seguinte descrição:
« Por ter chegado ao lugar do Pereiro com o seu automóvel no dia 3 Dezembro de 1922, o Senhor João Henriques, de Torres Vedras. Uma comissão do mesmo lugar mandou erigir esta memória.»
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